quinta-feira, 2 de abril de 2009

Meus dedos escrevem: morte.

São de grande porte, estão quebrados.

Fui eu que fiz, não nego,

não sou mais feliz, estou cego às verdades, sou cético

sou escroto, sou delinqüente, anti-ético.

Ainda tenho minha adrenalina, meu perigo,

para a morte não ligo.

Nunca senti meu coração pesar tanto.

Peso mais pesado não existe não,

Sinto correndo pelas veias a solidão.

Meu coração me odeia, o sangue bombeia sem eu ter que pedir –

Nunca agradeço

“Não mereço” deve gritar, mas não o ouço.

O gosto da pólvora na minha boca, a voz roca,

a dor me atormenta.

No sangue:

O cheiro do seu hálito de menta.

É, acabei com tudo.

A vida acabou, contudo a dor continua.

Não pode ser. Não quero mais sofrer. A solução era morrer.

Uma cura repentina..

Hã ? O que é isso ?

ACORDO, abro os olhos –

voltei à rotina.

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