Meus dedos escrevem: morte.
São de grande porte, estão quebrados.
Fui eu que fiz, não nego,
não sou mais feliz, estou cego às verdades, sou cético
sou escroto, sou delinqüente, anti-ético.
Ainda tenho minha adrenalina, meu perigo,
Nunca senti meu coração pesar tanto.
Peso mais pesado não existe não,
Sinto correndo pelas veias a solidão.
Meu coração me odeia, o sangue bombeia sem eu ter que pedir –
Nunca agradeço
“Não mereço” deve gritar, mas não o ouço.
O gosto da pólvora na minha boca, a voz roca,
a dor me atormenta.
No sangue:
O cheiro do seu hálito de menta.
É, acabei com tudo.
Não pode ser. Não quero mais sofrer. A solução era morrer.
Uma cura repentina..
Hã ? O que é isso ?
ACORDO, abro os olhos –
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